Será que quem habita em Braga dispõe de informação que lhe permita recuar no tempo e imaginar a cidade de um passado mais longínquo? É esse recuo, no tempo, que Francisco Sande Lemos nos proporciona com este texto, em que reune informação que falta à maior parte das pessoas que percorrem as ruas e praças desta cidade histórica.
A ASPA (Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural) foi fundada em 1977, em Braga, tendo como área prioritária de intervenção o distrito de Braga e Viana do Castelo.Tem, como principais acções: a defesa da cidade romana de Bracara Augusta, a luta pela reintegração do Mosteiro de Tibães no património nacional, a classificação e salvaguarda do Complexo das Sete Fontes, a defesa do Recolhimento das Convertidas e a valorização das Zonas Especiais de Proteção.
INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO
terça-feira, 29 de setembro de 2020
ENTRE ASPAS "O Largo Paulo Orósio e a estratégia urbanística para a cidade de Braga"
Será que quem habita em Braga dispõe de informação que lhe permita recuar no tempo e imaginar a cidade de um passado mais longínquo? É esse recuo, no tempo, que Francisco Sande Lemos nos proporciona com este texto, em que reune informação que falta à maior parte das pessoas que percorrem as ruas e praças desta cidade histórica.
segunda-feira, 31 de agosto de 2020
ENTRE ASPAS "Em busca de uma estratégia cultural"
São vários os requisitos para se conseguir um bom planeamento cultural, sobretudo quando o projetamos no longo prazo (lembramos que o horizonte proposto é 2030) e quando nos situamos numa cidade como Braga, onde quase tudo está por fazer.
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
ENTRE ASPAS "Braga: temos uma feira do livro ou uma loja digital?"
Uma Feira de Livros é um espaço urbano, de preferência, onde durante um determinado período de tempo se agrupam dezenas de livreiros e editores, instalados em stands com as suas edições ou livros de outros editores, vendendo com descontos mais ou menos apelativos.
Temos aqui, num só texto, duas ações contrárias: uma crítica severa a esse ludíbrio grosseiro de converter uma plataforma digital numa “feira do livro” e um apelo positivo para que essa plataforma se mantenha ativa e disponível para livreiros e editores que dela precisem e assim beneficiando o empreendedorismo cultural e um público disperso pelas várias partidas da terra.
Estamos perante uma ideia boa que pode ser mesmo útil e impactante, mas que pode também reduzir-se ao mais triste e grotesco show-off.
terça-feira, 4 de agosto de 2020
Entre Aspas"Visão Estratégica e Direito à Cidade"
O documento Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal 2020-2030, apresentado a 21 de julho de 2020, será a base para o Plano de Recuperação a apresentar por Portugal à Comissão Europeia, com vista à utilização dos fundos europeus disponíveis.
Há no documento referências específicas a Braga. Nas suas páginas, sobre a cidade, dedica a maior parte da atenção às questões da “mobilidade” e do “ambiente”. Deixa apenas um curto parágrafo para política habitacional.
Ampliar
Manuel Sarmento alerta para vertentes do desenvolvimento económico e social do país ausentes no documento e alerta para a importância estratégica da requalificação urbana, como projeto público da máxima prioridade, pela qual passa o nosso futuro demográfico, o nosso bem-estar social e o nosso progresso económico.
Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica e Social de Portugal 2020-2030 (documento)
quarta-feira, 22 de julho de 2020
ENTRE ASPAS "Recolhimento das Convertidas: olhares cruzados"
O edifício "Recolhimento das Convertidas", em Braga, foi inaugurado em 1722 como espaço de acolhimento de mulheres.
A fachada barroca, que vemos da Avenida Central, esconde um interior que surpreende quem o visita. A descrição sobre este edifício, disponível na página da DGPC, é esclarecedora sobre a sua importância à época e sobre as razões que levaram à sua classificação, em 2012, como monumento de interesse público com uma zona especial de proteção (ZEP), que inclui edifícios contíguos.
O interior desenvolve-se em torno de um pátio em forma de U, em redor do qual existem dois pisos com pequenas celas/quartos de recolhimento de mulheres, pequenos e muito simples. A capela barroca, de planta retangular, com teto abobadado pintado com motivos decorativos, tem gelosias no coro-alto por onde as mulheres assistiam à missa e outras celebrações sem serem vistas.
É um edifício que, segundo a DRCN, possibilita um restauro praticamente integral sob o ponto de vista arquitectónico.
A ZEP do Recolhimento das Convertidas foi definida tendo em vista a proteção do monumento que, segundo a DRCN, "se insere numa área da cidade de Braga perfeitamente consolidada e faz parte integrante de uma frente contínua que limita a avenida Central de Braga, onde existem outros edifícios de valor arquitectónico, com importância e valor variável, mas que constituem um enquadramento que contribui para a valorização do imóvel". Daí que a DRCN tenha incluído a frente urbana da Avenida Central na ZEP do monumento.
Esperava-se, por isso mesmo, que a DRCN actuasse de modo a proteger a área abrangida pela ZEP do monumento. O que, para surpresa nossa, não aconteceu, uma vez que deu parecer favorável à construção de um hotel de grande volumetria, com cinco pisos, contíguo ao Recolhimento das Convertidas.
O edifício desperta, a quem o visita, sensações fortes, na medida em que os espaços pequenos das celas, os corredores estreitos, o pátio em U e logradouro, convidam a imaginar o quotidiano das mulheres que lá habitavam.
O texto de Isabel Cristina Mateus convida-nos a recuar no tempo...
segunda-feira, 6 de julho de 2020
ENTRE ASPAS "Redes de Bibliotecas e património documental: que memória para as bibliotecas escolares?"











