INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

ENTRE ASPAS "MÍNIA, nº 14. 2019"

António Martinho Baptista, conhecedor dos combates da ASPA ao longo das últimas quatro décadas, aproveitou a apresentação da revista MÍNIA para relembrar o contributo da Associação para a conservação de património de referência em Braga. 
Bracara Augusta, Mosteiro de Tibães e Sete Fontes são três bons exemplos da importância da atuação dos cidadãos sempre que o património é colocado em risco. 













Textos ampliados:

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

ENTRE ASPAS: "O passado e os desafios do presente"

Defender o património cultural é, para nós, um exercício de cidadania, uma causa que tem mobilizado centenas de membros da comunidade. 
E, como foi à custa da cidadania que Braga manteve recursos de grande importância patrimonial (Bracara Augusta, Mosteiro de Tibães e Complexo das Sete Fontes, entre outros), importa relembrar testemunhos e memórias que a eles devem ficar associados para o futuro. 
Diário do Minho - 22 jan 2018
Diário do Minho - 5 fev 2018

A defesa do património que preconizamos consiste num projecto de cidadania que se propõe tornar verdadeiramente de todos aquilo que nos é comum e que não pode nem deve ser apropriado por alguns: o território onde nos enraizamos, a memória do que nos antecedeu; a identidade colectiva mesmo que multifacetada, em que nos constituímos; os edifícios e os sítios que conjugam em si esse território, memória e identidade de costumes. Tal projecto de cidadania incide totalmente no presente, mesmo se se inclina para o passado, mas projecta-se no futuro.

Diário do Minho - 19 fev 2018



terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

ENTRE ASPAS - "Mosteiro de Tibães: obra feita. Projecto adiado?"

Esperamos que os responsáveis pela tutela do Mosteiro de Tibães tenham em consideração a Recomendação da UNESCO e o parecer do ICOM, de modo a permitir que, no futuro, aquele monumento único, por cuja preservação a ASPA tanto lutou, se mantenha como suporte da memória, do espírito e das ambiências do lugar.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O "MOSTEIRO DE TIBÃIS" - é Património Nacional desde 1944!

A propósito da notícia publicada no Correio do Minho do passado dia 13 de julho, pág. 8, cumpre-nos chamar a atenção para a informação disponível no website da Direção-Geral do Património Cultural relativa ao Mosteiro de Tibães:
  • "Igreja e mosteiro de Tibãis, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta, situados na freguesia de Mire de Tibãis, Braga" têm, desde 1944, o estatuto de Imóvel de Interesse Público (atualmente monumento de interesse público); 
  • Em 1949 foi publicada uma zona especial de proteção, revista e melhorada em 1994;
  • Em 1987 passou a Património do Estado/ Nacional;
  • Em 2013 a DRCNorte apresentou Proposta de reclassificação como MN, com a designação de "Mosteiro de Tibães".

Lamentamos o lapso. O estatuto de Monumento Nacional é mais do que merecido, pelo que consideramos importantes as iniciativas que tenham em vista a reclassificação do Mosteiro de Tibães.

Caso persista alguma dúvida sobre o valor patrimonial do Mosteiro de Tibães, poderá ser ainda consultada  a informação disponível no SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico. E também o texto "Felizmente há luar!"

Correio do Minho - 13 julho 2014

sábado, 3 de maio de 2014

ADEMAR FERREIRA DOS SANTOS - livros doados ao Mosteiro de Tibães


Foi hoje(3maio) assinado um protocolo entre a DRCN/Mosteiro de Tibães e o GAMT, tendo em vista a entrega, ao Mosteiro de Tibães,  da biblioteca de Ademar Ferreira dos Santos. 
Para além de uma reflexão sobre a personalidade de Ademar, que vincou o seu papel na defesa do património, e o merecido destaque à luta que travou, como membro da ASPA e jornalista,  pela salvaguarda do Mosteio de Tibães, foram apresentadas particularidades da extensa biblioteca doada, em especial as obras relativas a património bracarense, quer construído quer etnográfico.
Esta cerimónia contou com a colaboração do Sindicato da Poesia, que nos brindou com a leitura de textos do Ademar surgidos em publicações da ASPA, demonstrativos da preocupação que tinha relativamente a uma intervenção desajustada em Tibães, caso não fosse respeitada a identidade e espírito do Mosteiro Beneditino. 








"Lembramos que Ademar Ferreira dos Santos (9.12.1952/22.5.2010) ocupa lugar de relevo no panteão das memórias do Mosteiro de São Martinho de Tibães. Membro do conselho directivo da ASPA - Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural – desempenhou papel fundamental no resgate patrimonial do Mosteiro. 
Os seus artigos no Jornal Expresso de 27 de Março, 13 de Novembro e 10 de Dezembro de 1982 – “Mosteiro de Tibães: quando as árvores morrem de pé”; “Do Mosteiro de Tibães já se vendem as pedras” e “Mosteiro de Tibães: qualquer dia já não há nada para se vender” denunciaram, à escala nacional, a ruína, abandono e delapidação daquele património que amou e estudou profundamente. Investigando a história, trabalhando documentos e memórias, recolhendo depoimentos, produziu o notável trabalho “Mosteiro de Tibães (1834-1864), trinta anos para perder o rasto de uma memória de séculos” publicado no nº 8 da Revista Mínia, apresentada publicamente no Mosteiro de Tibães em Novembro de 1987. Durante vinte cinco anos acompanhou, apoiou e divulgou com entusiasmo todo o trabalho desenvolvido na recuperação e dinamização do Mosteiro de Tibães.
O GAMT aprovou o depósito desses livros no Mosteiro de Tibães não só para o enriquecimento da sua biblioteca mas também para perpetuar a memória de um dos combatentes pela sua salvaguarda e recuperação. Por sua vez a Direcção Regional da Cultura aceitou o depósito e a assinatura do protocolo aconteceu."
                                                                                                                                     Aida Mata
GAMT - Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães

segunda-feira, 11 de março de 2013

ENTRE ASPAS - Ademar Santos, o mosteiro de Tibães e o "Expresso"

O Mosteiro de Tibães é hoje em dia motivo de orgulho para a ASPA e exemplar raro da  salvaguarda, proteção e revitalização do património cultural português.

Foi mais um caso de luta difícil e demorada, para a qual foi decisivo o papel de Ademar Santos, mas que felizmente acabou bem. 
Diário do Minho - 11.03.2013
A defesa do Sistema Hidráulico Setecentista das Sete Fontes é também uma luta antiga da ASPA. 
Demorou 16 anos a ser reconhecido como monumento de valor nacional mas, lamentavelmente, o executivo autárquico bracarense demora a assumi-lo como tal. 
Decorreram quase dois anos desde que foi publicado o Decreto nº 16/2011 e definida a respetiva ZEP, encontra-se ao abandono e não têm ainda Plano de Pormenor de Salvaguarda!



segunda-feira, 4 de junho de 2012

ADEMAR e ASPA


A Escola Sec. Camilo Castelo Branco, de V N Famalicão acaba de editar um livro dedicado ao Ademar Ferreira dos Santos, seu antigo professor desaparecido há 2 anos, intitulado “E ofereço-me às palavras para sobreviver com elas”.
O Ademar é uma figura marcante na história da ASPA, tendo integrado o seu Conselho Directivo nos anos 80 e integrando a mesa da Assembleia Geral até nós deixar.
Protagonizou muitos dos grandes combates travados pela ASPA nas últimas das duas décadas do século passado, sendo de destacar o seu papel decisivo na denúncia do abandono em que se encontrava o mosteiro de Tibães. Foi secretário geral do II encontro das Associações de Defesa do Património, escreveu largas dezenas de “Entre Aspas”, colaborou na “Mínia”, enfim, teve uma intensa e dedicada vida associativa.
O livro que é publicado em sua homenagem reúne depoimentos de familiares, colegas, alunos e amigos, entre os quais figuram alguns dos seus companheiros nesses combates, casos de  António M. Baptista, Artur Moura, Eduardo J. Madureira, Francisco Sande Lemos, Jorge Curado, José Dias, Manuela B. Nunes, Miguel Bandeira,  Pedro Bacelar, Pe Silva Araújo (nosso sócio honorário) e Henrique Barreto Nunes, que colaborou na coordenação do volume em representação da ASPA.
“E ofereço-me às palavras para sobreviver com elas” será apresentado por João Lobo na ESCCB, em V N Famalicão, no próximo dia 6 de Junho às 21:30 H. 


domingo, 25 de março de 2012

MOSTEIRO DE TIBÃES - homenagem à Drª Aida Mata

Se de 1983 a 1986 a ASPA teve um importante papel de pressão junto do Estado Português que conduziu à aquisição do Mosteiro de Tibães, resgatando-o da ruína, coube à Drª Aida Mata liderar os trabalhos que apostaram na recuperação, revitalização e estudo do mosteiro beneditino, transformado-o num "museu aberto, lugar de cultura, importante instrumento de informação e comunicação, relevante recurso educativo, lugar de aprendizagem activa, escola de sentidos e sensibilidades, espaço de criação".

A ASPA, na Assembleia Geral realizada em 2011, entendeu eleger a Drª Aida Mata sua Sócia de Mérito, homenagem que foi concretizada no dia 24 de Fevereiro, no âmbito da iniciativa "TIBÃES 25 ANOS - (RE)DESCOBRIR A HISTÓRIA", organizada pelo Grupo de Amigos do Mosteiro de Tibães (GAMT) como início das comemoração dos 25 anos da compra do Mosteiro pelo Estado.


O Mosteiro de Tibães é hoje um espaço de referência em Braga e um forte polo de atração turística, onde é possível reviver o passado - as suas memórias, o espírito e ambiências.



segunda-feira, 12 de março de 2012

Entre Aspas - "MOSTEIRO DE TIBÃES"

"No princípio, tínhamos a ruína, o vazio, o afastamento do poder, o esquecimento, a falta de financiamento; mas em contrapartida, tínhamos um monumento grandioso, senhor de um espaço magnífico, de grande riqueza patrimonial, de vasta memória histórica, e, sobretudo, com um espírito de lugar, que criava amigos e agregava esforços.... Hoje, com o monumento musealizado, num quadro de museu aberto, onde se testemunha e interpreta a sedimentação temporal e cultural, o mosteiro é um lugar de cultura, importante instrumento de informação e comunicação, relevante recurso educativo, lugar de aprendizagem activa, escola de sentidos e sensibilidades, espaço de criação." 


Antes 
Depois

                                                                       
Diário do Minho - 12 de Março 2012
                                                                      (Para ler o texto abrir hiperligação em novo separador)
NOTA: IGESPAR/Património