INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou 35 anos de intervenção em Braga. Criou, nessa data, este blogue.
Em janeiro de 2022 comemorou 45 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.

SETE FONTES

DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

JUNHO DE 2015
O PDM aprovado na Assembleia Municipal de Braga prevê área de construção em ZEP do Monumento Nacional.
Novamente um futuro incerto para o Complexo das Sete Fontes?!

MARÇO de 2016
Publicada a Declaração nº16/2016, de 3 de março, que revoga o despacho que aprovou a constituição de faixa de reserva "non aedificandi" para o lanço da EN 103-Variante de Gualtar, entre o Nó do Hospital e o Nó Norte (Nó do Fojo).
É o fim da variante que atravessaria o Complexo das Sete Fontes e tanto preocupava os defensores do Monumento Nacional.

JULHO 2018
A CMB apresenta às associações e aos proprietários dos terrenos, o "Ponto da Situação e a Estratégia Executória para o Complexo Ecomonumental das Sete Fontes".

Março 2019
Sessão pública "Salvaguarda e Execução do Parque Ecomonumental das Sete Fontes. Apresentação dos estudos: hidrogeológicos, arqueológicos, urbanísticos e paisagísticos"

Fevereiro de 2020
Apresentação e discussão pública do Plano de Urbanização e do Projeto do Parque das Sete Fontes

Agosto de 2020
CMB adquiriu primeiros terrenos para a construção do Parque das Sete Fontes.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

COLÉGIOS DE S. VICENTE

Dedicado artesão da palavra escrita, o dr. Domingos Alves oferece-nos mais um trabalho que resulta da sua qualidade de recolector de histórias e memórias da freguesia de S. Vicente. 
"Colégios privados em S. Vicente: Se alguns desapareceram, outros vieram para ficar", num volume de 114p., bem ilustrado, editado pela Junta de Freguesia de S. Vicente (Braga), fornece-nos um inventário daqueles estabelecimentos de ensino que tiveram ou têm sede na referida freguesia e de cuja existência o autor teve conhecimento.
Assim, para além do prestigiado Colégio D. Diogo de Sousa (que eu, mal chegado a Braga, frequentei no 1º semestre de 1959, para completar o 2º ano do ensino lineal), recorda-nos o tão inovador Colégio do Espírito Santo, em cujo edifício depois se instalou o Liceu Sá de Miranda (onde eu fiz o 2º e 3º ciclos, entre 1959 e 1964), o Colégio S. Geraldo, o efémero Colégio de S. Tomás de Aquino e ainda o bem conhecido Colégio Dublin (a que esteve ligado o Ten. Coronel Francisco Ogando, entusiasta membro da ASPA e no qual o meu filho fez a primária). Escasseiam (ou não foram encontradas) fontes documentais sobre a maioria destes colégios e não foi feita uma pesquisa profunda na imprensa, mas mesmo assim o autor carreia informação preciosa baseada na também escassa bibliografia e em depoimentos orais, revelando um conjunto de fotografias bem interessante. Domingos Alves abre portas para uma investigação mais exaustiva e fornece um contributo importante para uma futura história do ensino em Braga, para o qual o autor do prefácio, Prof. José Viriato Capela esboça algumas pistas. 

Bom seria que em cada freguesia do concelho bracarense aparecessem investigadores com vontade de reconstituir o seu passado como é o caso de Domingos Alves que, além do mais, é um estrúneo defensor do património cultural vicentino, cada vez mais ameaçado pela falta de "bom senso e bom gosto" da maioria autárquica que a partir da praça do Município governa Braga. 

Breve comentário de Henrique Barreto Nunes

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

IMPORTÂNCIA DO PARQUE ARBÓREO EM BRAGA

Em Braga, o debate centrado na forma como o município tem lidado com as árvores já não é recente.

A ASPA procurou promover a reflexão relativamente a esta problemática, junto do executivo municipal, do serviço autárquico com responsabilidades na matéria e de técnicos que tomam decisões no terreno, de modo a incentivar uma política ambiental, de âmbito local, que garanta um parque arbóreo que corresponda às exigências do presente e do futuro. E alertou a população, para que não houvesse dúvidas quanto às consequências de podas desnecessárias, errada ou inadequadas, e/ou do abate de árvores saudáveis, de modo a evitar a pressão junto do município no sentido da realização de podas ou abates que não se justificam.

Relembramos, neste final de 2020, o histórico desta luta em que a ASPA tem mantido um papel ativo e, por vezes, incómodo.  Esperando que esta informação seja útil a quem, mais recentemente, se aliou a esta luta.

A intenção, por parte do município, de abater elevado número de exemplares, em espaço público da área urbana, foi divulgada no final de 2018. De imediato a ASPA atuou junto do vereador do Ambiente e do Presidente da CMB, no sentido de evitar a perda de árvores em bom estado fitossanitário, apelando à realização de um estudo atual, por entidade acreditada.
O estudo fitossanitário realizado pela UTAD avançou, em bom tempo, na sequência do nosso alerta.

Vejamos, então, a sequência de acontecimentos que evitaram, em 2019, o abate de um número significativo de exemplares que, segundo o estudo da UTAD, não se justificava. 
  • o município tencionava abater 123 árvores nas freguesias urbanas de S. Victor e S. Vicente; 
  • na sequência do estudo realizado pela UTAD (junho 2019), que incluiu 288 árvores indicadas polo município, foram sinalizadas 31 para abate, 94 para podas e 4 para tratamento fitossanitário; 8 árvores mortas para retirar.
  • assim, das 123 árvores previstas para abate, só 31 (+8) deviam ser retiradas. 
Perante o estudo compete ao município atuar no sentido da gestão do parque arbóreo. 
Mas a ação cidadã compete aos munícipes...  

A gestão do parque arbóreo é um assunto de grande importância ambiental, na medida em que tem consequências diretas a nível local e, como tal, espera-se (sempre se esperou) uma atenção especial por parte dos partidos políticos com representação na Assembleia Municipal.   
Os alertas da ASPA, através dos entre aspas quinzenais são, muito frequentemente, um apelo à reflexão e à ação no sentido da defesa do interesse público: por parte do município, dos partidos políticos e dos cidadãos.

Louvamos a ação cidadã em defesa das árvores (finalmente), esperando que seja genuína, em defesa de um património que a todos pertence. 

É importante não esquecer que, no presente e no futuro, face às alterações climáticas que se anunciam para as próximas décadas, o parque arbóreo é essencial à qualidade de vida em zona urbana e, também, à preservação da biodiversidade. 
Chamamos à atenção, mais uma vez, para a importância da revisão do Título II do Código Regulamentar de Braga, relativo a Espaços Verdes, de modo a que:
  • seja atualizado face aos desafios ambientais atuais: combate a espécies invasoras, alterações climáticas, etc.;
  • estabeleça o quadro de transferência de atribuições  e competências para as autarquias locais (Juntas de Freguesia/Uniões de Freguesia), em matéria  de manutenção e gestão de espaços verdes (espécies adequadas, manutenção, etc.). 
Relembramos alertas e tomadas de posição da ASPA em defesa do parque arbóreo situado em espaço público... 

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Outros alertas:
2019
- Braga: qual o estado de saúde do parque arbóreo  (trabalho de campo da UTAD em julho de 2019) ...mais informação
2018
2017:
2016:
2015:
2014: 
2013: 
2012:
2011:
2004:
2001:
- Património arbóreo urbano - Quo Vadis?

         

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

ENTRE ASPAS "Maçã Porta-da-Loja, uma tradição de Natal"

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O Engº Raúl Rodrigues apresenta-nos curiosidades sobre a maçã, algumas que recuam a um passado longínquo, e chama a atenção, em particular, para uma tradição de Natal associada à maçã Porta-da-Loja...


"Em Braga, a tradição de comer a maçã Porta-da-Loja assada no borralho e afogada numa malga com vinho verde tinto com açúcar, na noite de consoada, ainda está bem patente em muitos lares."




segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

ENTRE ASPAS: "Memória, património e preservação digital: para quando uma política nacional coerente?"

"Muito se fala hoje em dia, e porque é essa mesma a natureza do tempo em que vivemos, da digitalização do património cultural, da sua identificação, descrição, armazenamento, preservação e comunicação através de bases de dados, bibliotecas, arquivos e museus digitais."

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Memória, património e preservação digital: para quando uma política nacional coerente?
Manuela Barreto Nunes apresenta exemplos de boas práticas nesta matéria.  E alerta para a importância de uma política nacional capaz de utilizar os fundos europeus destinados a digitalização do património no sentido da criação de infraestruturas que sirvam todo o país, permitindo que as regiões desenvolvam os seus próprios programas, criem as bibliotecas, arquivos e museus que representam a herança local e a memória de proximidade ancorados num sistema sólido e com garantias. 

Mais informação sobre o assunto:

CYARK   EUROPEANA    RNOD: Registo Nacional de Objetos Digitais

Em breve a AquaLibri (Biblioteca Digital do Cávado) na CIM Cávado