INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
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terça-feira, 24 de novembro de 2020

ENTRE ASPAS "Braga e o Centro Histórico. Os Largos"

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Neste texto, Francisco Sande Lemos  "orienta" uma "visita" rápida ao passado que nos permite compreender aspetos da evolução urbana de Braga. 

"O Centro Histórico possui hoje uma rede de largos, que conferem à cidade uma matriz peculiar em que alternam as ruas com praça, sendo talvez esta trama um dos principais encantos do centro de Braga"

"... os largos são pontos de descompressão urbana. Por isso mesmo justificam um carinho especial por parte da edilidade".

Focaliza-se no Largo Carlos Amarante, "... que talvez seja o que está menos cuidado e mais ferido"



segunda-feira, 25 de junho de 2012

LARGO CARLOS AMARANTE - mais uma vez os factos demonstraram que a ASPA tinha razão

É verdade! Mais uma vez, como infelizmente se confirmou, a ASPA tinha razão. Como toda a gente bem intencionada sempre soube - sobretudo aqueles que defendem desinteressadamente o património de Braga - o Largo Carlos Amarante constitui uma área muito sensível e susceptível de conter testemunhos patrimoniais de todas as épocas da História urbana de Braga. Trata-se de uma das praças mais centrais e emblemáticas da nossa cidade, pelo que não há período da nossa memória colectiva, desde os romanos aos dias de hoje, que não tenha aí deixado a sua marca.
Por isso mesmo não compreendemos como foi possível avançar com estas intervenções precipitadas que dão pelo nome “A Regenerar Braga”, uma vez mais, sem estarem inscritas em qualquer plano de urbanização ou mesmo garantir os necessários estudos prévios que permitissem acautelar atempadamente o património do subsolo. Isto é, com a serenidade e o tempo que a investigação científica exige.

Será que a finalidade da intervenção é, de facto, aumentar a área pedonal da cidade e “reabilitar a cidade a nível arquitectónico, recuperando espaços e edifícios, realçando a beleza das construções da cidade, requalificando ruas e praças e desenvolvendo projectos inovadores”?!, ou tão só, e apenas, mais uma vez, o pretexto para antecipar a campanha eleitoral que se avizinha, e ainda promover umas quantas mais obras?
Uma vez mais, como é próprio de qualquer cidade europeia, não seria desejável e expectável que as intervenções nestes espaços sensíveis fossem exemplo de transparência e objecto de participação e debate público? Haverá ainda dúvidas quanto a isto?!
Neste estado de coisas é pois inadmissível que alguém, para lá das competências ou legitimidade que ostente, se arrogue o direito de ajuizar o que vale ou não vale, aquilo que é pertença de todos.  
Um dia se saberá ao certo o que se passou na Primavera de 2012, no  Largo Carlos Amarante, em Braga ...

A polémica em torno da intervenção no Largo Carlos Amarante é grande, a ASPA acompanhou a situação e tomou posição sobre o assunto, bem como outros intervenientes na vida pública.
A comunicação social - jornais e RUM - tem cumprido o seu papel, dando voz a quem questiona estas obras e também aos vários  intervenientes no processo...

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

LARGO CARLOS AMARANTE - Comunicado

Não percebemos como é possível que a destruição de património levada a cabo no âmbito do projecto "A Regenerar Braga" seja consentida pela tutela e lamentamos que Braga perca potenciais recursos para o desenvolvimento sustentável do Centro Histórico e aniquile bens valorizáveis em circuitos turísticos. Como tal contactámos a DRCN e o IGESPAR e aguardamos resposta.

O Comunicado enviado à comunicação social dá conta das nossas preocupações, a que o Diário do Minho deu voz junto dos bracarenses.
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Diário do Minho - 08/06/2012





quarta-feira, 6 de junho de 2012

LARGO CARLOS AMARANTE - se Braga soubesse valorizar o património...

Braga deixou destruir mais um recurso do passado, muito provavelmente uma conduta da Idade Moderna ou do séc. XIX. Tudo isto nas proximidades do local onde existiu o Convento dos Remédios, de que se descobriram alicerces de seguida entulhados!
Por que motivo não foram realizados estudos arqueológicos nas praças  e ruas onde se previa existirem vestígios do passado e só depois elaborados os projetos de superfície integrando esses vestígios como polo de atração turística? 
Por que motivo não foi amplamente divulgado cada projecto e aberto à participação pública?
Preservar e valorizar os achados, assumindo-os como importantes para o desenvolvimento sustentável do Centro Histórico, não seria a melhor solução para o Largo Carlos Amarante? 
Criar uma ciclovia que atravessasse a cidade, passando junto a estes achados, não seria mais um atractivo interessante para o Largo?
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26 de Maio - soterrado ou já destruído?
4 de Junho - manhã (condutas) 
4 de Junho - tarde (conduta anterior já destruída)

6 de Junho - estruturas do saneamento colocadas no local!


6 de Junho - a colocação do saneamento avança...
4 de Junho - outro troço da conduta
4 de Junho - mais um troço da conduta
6 de Junho - se os tubos de saneamento fossem colocados um pouco para
a esquerda, conciliava-se património e obras saneamento.