INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Pastelaria Ferreira Capa. Por que razão só restou a fachada?

Quer saber mais sobre a Pastelaria Ferreira Capa, a que a Câmara de Braga atribui a distinção de LOJA COM HISTÓRIA?

A perda de mais um edifício e café histórico é um fracasso coletivo, mas tem responsáveis políticos claros. A autarquia não pode continuar a assistir, impassível, ao desaparecimento de espaços que são parte da memória, da identidade e da alma da cidade. Cada porta que fecha representa uma perda irreparável para o património, para o comércio tradicional e para a atratividade urbana.


É ainda mais incompreensível quando se sabe que os cafés históricos são, em muitas cidades europeias, verdadeiros polos culturais e até motivo de turismo internacional específico, atraindo visitantes que procuram autenticidade, história e experiências únicas. Enquanto outros territórios valorizam e promovem estes espaços como ativos estratégicos, aqui assiste-se à sua degradação e desaparecimento.

A inação, a falta de visão e a ausência de uma política séria de proteção do património condenam a cidade a perder aquilo que a distingue. Quando desaparece mais um café histórico, não se perde apenas um negócio: perde-se um pedaço da nossa história. E por essa perda, a autarquia não pode fugir à sua responsabilidade.



Assim, falta saber qual o parecer da Divisão de Património Cultural da CMB, uma vez que lhe compete " Emitir parecer técnico, no âmbito das suas competências, em procedimentos com incidência 
patrimonial, em articulação com a unidade orgânica municipal competente na área do urbanismo".