INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
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terça-feira, 11 de agosto de 2026

MAIS UM ANO DE INÉRCIA NA PROTEÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CONVERTIDAS

COMUNICADO À IMPRENSA

Faz hoje um ano que foi publicada, em Diário da República, a Resolução do Conselho de Ministros nº 117/2025, de 11 de agosto, que aprova a permuta de bens do Estado - o Recolhimento das Convertidas e outros edifícios - pelo Palácio dos Biscainhos e Jardins, pertença da CIM Cávado. 


Apesar de o Recolhimento das Convertidas estar classificado como Monumento de Interesse Público, ser um memorial único do barroco conventual, com mais de 300 anos, e se encontrar em risco, devido a uma série de agressões de que tem sido vítima, o Estado Português, representado pela ESTAMO, ainda não concretizou a permuta!

 

A entrada de chuva, nos dois últimos invernos, através de janelas abertas e vidros partidos, deverá ter causado  danos severos a este monumento e à respectiva capela barroca, de excepcional valor artístico e histórico?

Será só inércia, a causa do abandono a que sujeitaram este monumento de interesse público?

 

Uma vez que compete ao Estado garantir a salvaguarda de bens culturais, o que tem feito o Ministério da Cultura para agilizar a permuta e possibilitar ações urgentes que impeçam mais entrada de água?

 

O que tem feito a Câmara Municipal de Braga, junto do Ministério da Cultura e do Ministério das Finanças, de modo a que a permuta se concretize a tempo de salvar o monumento?

 

Há anos que a ASPA atua, junto do Ministério da Cultura, do Ministério das Finanças e Tesouro e da ESTAMO, da Câmara Municipal de Braga e da CIM Cávado, para que atuem de acordo com as competências que lhes estão atribuídas pela Lei do Património, de modo a garantir a salvaguarda deste bem cultural bracarense, que é, efetivamente, património nacional.

Não nos resignamos!

 

Em plena sintonia com várias organizações culturais e cívicas, reclamamos com urgência que:

  • O Recolhimento das Convertidas seja alvo de obra de conservação e restauro, de modo a impedir a perda deste património de excepcional valor histórico e artístico.
  • Seja disponibilizado para uso público, ao serviço da Cultura e da Educação, como CASA DA MEMÓRIA DA MULHER
  • Este memorial do barroco conventual seja, em breve, um monumento de referência em Braga.

                                                  Braga, 11 de agosto de 2026


                                                   ASPA



Notícias sobre o Comunicado...




Resposta da CMB...


Notícias anteriores...

ENTRE ASPAS...

sexta-feira, 25 de março de 2022

A DESTRUIÇÃO DO NOSSO CAFÉ CONTINUA

Quo usque tandem abutere patientia nostra? Até quando irão abusar do património bracarense, sem público clamor?
Comunicado enviado à imprensa no dia 23 de março de 2022

Em maio de 1981, a Universidade do Minho apresentou proposta de classificação do conjunto edificado da Avenida da Liberdade, da autoria do Arquitecto Moura, sendo o ex-IPPC favorável à sua classificação como Imóvel de Interesse Público. O Despacho de homologação da Secretária de Estado da Cultura é de 23-07-1986.
Posteriormente, na sequência das alterações introduzidas pelas obras no Theatro Circo e na Zara, foi publicado o Anúncio nº 13514/2012, no Diário da República de 3 de outubro, que determina o arquivamento do procedimento administrativo relativo à classificação. No seu ponto 2 refere "A decisão de arquivamento do procedimento de classificação em causa teve por fundamento as profundas alterações verificadas no conjunto edificado, bem como o facto de o valor de autenticidade ter sido irremediavelmente prejudicado, não reunindo os valores patrimoniais inerentes a uma distinção de âmbito nacional, pelo que poderá ser mais adequada a classificação como de interesse municipal".

À época, A ASPA lamentou a desclassificaçãorelembrando o parecer da técnica do IPPAR sobre o núcleo de arquitectura na Avenida da Liberdade (Braga), segundo projetos do Arquitecto Moura Coutinho, entre eles o popular "Nosso Café".

Perdida a proteção nacional que antes merecera - para esta área, o Ministério da Cultura apenas se pronunciará em matéria de proteção da Fonte do Ídolo, da Casa das Gelosias, ou outro bem classificado de âmbito nacional - restou à Autarquia a responsabilidade de promoção da defesa daquele património.

A Câmara Municipal não classificou este conjunto como CIM. Nem em 2011, na sequência da proposta do Ministério da Cultura, nem, por incrível que nos possa parecer, ao longo da última década. Ao não o fazer, a Câmara Municipal de Braga reservou para si própria o estatuto de ÚNICA entidade com competências legalmente atribuídas para a proteção do edificado. Assim, os edifícios de Moura Coutinho foram entregues à gestão urbanística "corrente" da Câmara.  

Em 2013, Braga assistiu, paralisada por incrédula, à definitiva destruição do excecional edifício do Nosso Café, com o "patrocínio" do executivo municipal à época.
Para memória futura, manteve-se apenas a fachada que, apesar de muito adulterada, era sinal de uma Braga de outros tempos, ambiciosa, que aspirava ao cosmopolitismo e se projetava para a esfera da urbanidade.

Quando pensávamos que já não ocorreriam mais atentados grosseiros a um Património tão especial como o das obras de Moura Coutinho em geral e deste conjunto em particular, em março de 2022 somos surpreendidos com obras de ampliação do edifício do Nosso Café e alteração da própria fachada, com prejuízo da estética original, do seu desenho, coerência, proporções e imagem que ainda lhe iam conservando uma aparente dignidade.

Veja-se que o Nosso Café era um dos mais emblemáticos edifícios de Braga. A leviandade com que se tem vindo a intervir neste autêntico monumento de que a cidade se podia orgulhar é gritante e atesta a (ir)responsabilidade de uma Câmara Municipal que se tem revelado insuficientemente competente e capaz de ir além da mediocridade no reconhecimento e na gestão do Património, bem como a falta de exigência e ética no exercício da atividade política e da arquitectura em Braga, procurando-se, por vezes, fazer confundir coragem com ignorância, atrevimento e despudor.

Desconhecemos o projeto, pois nada é feito para sair do (absurdo e pobre) segredo a que nos acostumaram.

Resta à ASPA lamentar os factos e manifestar a mais profunda indignação.
                                                                                                    




Diário do Minho, 24 de Março de 2022




sexta-feira, 24 de julho de 2015

"BOM JESUS DO MONTE : bom senso e bom gosto"

Comunicado enviado à comunicação social a 21 de julho de 2015. 
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Comunicado "UM FUTURO PARA O RECOLHIMENTO DAS CONVERTIDAS"


A ASPA regozija-se com o interesse crescente dos bracarenses pelo seu património cultural e natural, sobretudo, pelo modo como este tem vindo a conquistar os seus corações, e saúda todos aqueles que têm feito da sua defesa uma das principais causas cívicas do nosso município. Estamos confiantes que novos tempos se aproximam para o património cultural e natural de Braga.
Desde o ano de 1998, em que pedimos a classificação do Recolhimento das Convertidas, na Avenida Central, nunca nos conformámos perante a sua acentuada degradação e sempre alertámos para a necessidade imperiosa da sua defesa e reabilitação.
Através deste Comunicado partilhamos com os bracarenses  a nossa opinião quanto ao futuro do Recolhimento das Convertidas, um monumento finalmente classificado como imóvel de interesse público.
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

LARGO CARLOS AMARANTE - Comunicado

Não percebemos como é possível que a destruição de património levada a cabo no âmbito do projecto "A Regenerar Braga" seja consentida pela tutela e lamentamos que Braga perca potenciais recursos para o desenvolvimento sustentável do Centro Histórico e aniquile bens valorizáveis em circuitos turísticos. Como tal contactámos a DRCN e o IGESPAR e aguardamos resposta.

O Comunicado enviado à comunicação social dá conta das nossas preocupações, a que o Diário do Minho deu voz junto dos bracarenses.
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Diário do Minho - 08/06/2012





segunda-feira, 30 de abril de 2012

COMUNICADO SOBRE O "Relatório da Participação Pública no Plano de Pormenor de Sete Fontes"


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No "Relatório da Participação Pública no Plano de Pormenor de Sete Fontes", assinado pelo vereador Hugo Pires, a CMB admite aceitar algumas das propostas apresentadas no âmbito da participação pública. Lamentamos porém que sejam tantas as contradições e equívocos e que, apesar de assumir certas garantias que parecem salvaguardar o Monumento Nacional, os Termos de Referência que insiste em manter e o documento enviado à Assembleia da República, comprovam exatamente o contrário. 
No Comunicado conjunto dos Peticionários e da ASPA demonstramos por que motivo não há convergência de interesses e ideias quanto às Sete Fontes. 
Temos denunciado os riscos e estado de abandono a que está sujeito o Monumento Nacional através deste blogue e da coluna Entre Aspas, publicada no Diário do Minho, e não foram efectuadas ainda intervenções no sentido da conservação do Sistema Hidráulico Setecentista.
Diário do Minho - 30/04/2012


sábado, 14 de abril de 2012

BARBEARIA MATOS - Conhecida no Mundo, Desprezada em Braga


Tendo desencadeado o processo de classificação da Barbearia Matos como imóvel de interesse concelhio, a ASPA lamenta o despejo e a perda deste património singular, razão pela qual tomou posição pública sobre o assunto.
Deixamos aqui um mini documentário produzido por Henrique Rocha e Márcio Décio, que permitirá recordar vivências diárias na Barbearia que até à data constituía polo de atracção de nacionais e estrangeiros ao Centro Histórico de Braga.

Texto enviado à comunicação social: 


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Diário do Minho - 14/05/2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

RUA DE S. VICENTE - descoberta conduta das Sete Fontes

Nas obras em curso na Rua de S. Vicente foi descoberto um extenso sector da conduta que abastecia a cidade de água, oriundo das Sete Fontes, observando-se uma sequência de pedras idênticas às das Sete Fontes, algumas das quais com aspecto de terem sido lavradas na época romana...   

 
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