Neste texto, João Lopes partilha informação que recolheu em arquivos e Bibliotecas Públicas, no âmbito da investigação que realizou para descobrir as origens do foot-ball em Braga. Dessa pesquisa resultou o livro "Pelo foot-ball Braguês - a história escondida do SC Braga" (2022).
A ASPA (Associação para a Defesa, Estudo e Divulgação do Património Cultural e Natural) foi fundada em 1977, em Braga, tendo como área prioritária de intervenção o distrito de Braga e Viana do Castelo.Tem, como principais acções: a defesa da cidade romana de Bracara Augusta, a luta pela reintegração do Mosteiro de Tibães no património nacional, a classificação e salvaguarda do Complexo das Sete Fontes, a defesa do Recolhimento das Convertidas e a valorização das Zonas Especiais de Proteção.
INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO
segunda-feira, 21 de novembro de 2022
ENTRE ASPAS: "Pelo património desportivo de Braga: as origens do foot-ball e do Sporting Clube de Braga"
Neste texto, João Lopes partilha informação que recolheu em arquivos e Bibliotecas Públicas, no âmbito da investigação que realizou para descobrir as origens do foot-ball em Braga. Dessa pesquisa resultou o livro "Pelo foot-ball Braguês - a história escondida do SC Braga" (2022).
domingo, 20 de novembro de 2022
PATRIMÓNIO DE MOURA COUTINHO SOB AMEAÇA?!
- Em agosto de 2021, a CMB reconheceu como imóvel de interesse municipal o Conjunto Edificado composto pelo Palacete Júlio de Lima, jardins e espaço envolvente e pelo Conjunto Arquitetónico urbano atribuído ao Arquiteto Moura Coutinho.
- Em outubro de 2021, o vereador eleito nas autárquicas realizadas a 26 de setembro aprovou a obra de "Reconstrução, Alteração e Ampliação" da casa nº18, que integra o edificado da autoria de Moura Coutinho. Com 4 pisos; no Aviso não é possível concluir quantos T3 foram autorizados.
- Em abril de 2022 foi emitido o alvará.
- A obra está em curso.
- Em 2015, a ASPA apresentou à DRCN um pedido de classificação para o Palacete Júlio de Lima, jardim e espaço envolvente e, também, para o edificado Moura Coutinho nas Ruas Gabriel Pereira de Castro, Júlio de Lima e S. Vicente. Tínhamos em vista a salvaguarda destes bens culturais face ao risco a que podiam ser sujeitos.
- A DRCN aprovou a classificação de âmbito nacional para o Palacete Júlio de Lima, mas considerou que o edificado Moura Coutinho não reunia condições para uma distinção de âmbito nacional. Sugeriu, à CMB, a classificação de âmbito municipal.
- A ASPA insistiu junto da CMB para que classificasse o Edificado Moura Coutinho como património de interesse municipal.
- Em 2021, através do Edital 925, publicado no Diário da República, 2ª série, de 16 de agosto de 2021, a CMB classificou este conjunto edificado e outros bens culturais como património de interesse municipal.
segunda-feira, 7 de novembro de 2022
ENTRE ASPAS "As ruas do nosso desassossego"
Braga e os seus habitantes mereciam ter acesso aos projetos que alteram significativamente a imagem urbana. Mais: é consabido que dificilmente existem soluções satisfatórias que não nasçam da discussão alargada. Além disso, a participação dos cidadãos coresponsabiliza-os.
Em 2012, tivemos o projeto “A Regenerar Braga”, uma série de operações que resultou num sortido de formas de tratar o espaço público, umas melhores do que outras, mais ou menos bem aplicadas, mas destituídas de vocação para a unidade e coerência do corpo da cidade.
Em 2022, surge um projeto moderno – “Eu Já Passo aqui” –, mas que mantém práticas do passado: substitui o antigo, mas sem promover uma melhoria, sem acrescentar valor estético e dignidade. Enquanto Braga dorme, embalada por uma hipotética resposta às exigências de uma nova mobilidade (segundo um projeto absolutamente desconhecido e que nem existirá), gasta-se muito dinheiro, perde-se tempo e desperdiçam-se oportunidades que não voltam.
Ao fim de décadas de poder local, Braga continua a deambular, sem rumo e sem apontar a um futuro compatível com uma cidade europeia.
quarta-feira, 26 de outubro de 2022
- Qual a atenção dada a este assunto, pelos partidos políticos e pela Assembleia Municipal?
- Qual a decisão política do Executivo Municipal?
- Quais as medidas preventivas adotadas no terreno pelos serviços municipais?
segunda-feira, 17 de outubro de 2022
Será este o modelo a seguir para a "reabilitação" ou"revitalização" dos quarteirões do Centro Histórico da nossa cidade?
O que se passa ali? Esta é a pergunta que muita gente coloca.
Por que razão demoliram a casa do séc. XVIII? Por que razão estão a desfazer blocos de granito até grande profundidade?
O que vão construir? Quem autorizou?
Nesta fase de um processo iniciado em 2019, relativamente ao qual a ASPA se pronunciou em devido tempo junto do Município de Braga, da DRCN e da DGPC, preocupa-nos, em especial:
1. Que a escavação tenha avançado até demasiado próximo do Monumento. A trepidação e vibração terão impacto nas estruturas deste monumento do séc. XVIII? Há a garantia de a obra não "descalçar" o monumento?
2. A destruição integral do edifício do séc. XVIII, em aparente incumprimento do projeto aprovado. Importa relembrar que, depois de demolidas, jamais as estruturas pré-existentes irão ser recuperadas na sua genuinidade.
3. Ocupação excessiva, avulsa, não criteriosa e comprometedora de uma solução de requalificação futura do quarteirão.
4. Desqualificação do conjunto arquitectónico e da frente para a Avenida Central.
- a obra tem em vista a construção do Hotel Plaza Central, projetado por Ferreira de Almeida Arquitetos;
- os requerentes do Pedido de Informação Prévia (PIP) são: António Salvador e Manuel Proença;
- o hotel foi aprovado pelo Executivo Municipal de Braga em 2019, com voto contra do vereador do Urbanismo e Património (Miguel Bandeira) e do vereador da CDU (Carlos Almeida);
- contou com o parecer favorável da DRCN, apesar de ser contíguo a um monumento barroco - o Recolhimento das Convertidas e Capela - e ocupar Zona Especial de Proteção desse monumento;
- o hotel foi aprovado para 110 quartos, 5 pisos e estacionamento subterrâneo, com entrada junto à Capela barroca;
- a área de cedência ao município é um jardim, ao fundo, no interior do quarteirão, sem acessibilidade pelo futuro hotel; o projeto refere "possível ligação à casa das Convertidas", pela Cerca do Recolhimento que, na verdade, é parte integrante do monumento de interesse público, propriedade do Estado.
terça-feira, 11 de outubro de 2022
QUEDA DE RAMO NA RUA PROF MACHADO VILELA...

Tudo indica que as árvores abatidas foram um carvalho-dos-pântanos (cujo ramo caiu sobre os automóveis) e um choupo-branco (ao lado); árvores que foram estudadas e sinalizados para intervenção.
Ampliar fotos: 1ª imagem; 2ª imagem
Destacamos a informação que consta no referido relatório:
1. Carvalho-dos-pântanos (Quercus palustris):
"...tem a copa bastante densa, sendo esse um dos motivos para o crescimento de pernadas codominantes (Arv. 37).
Dada a condição da copa e das pernadas é conveniente proceder a uma Poda de Arejamento.
A poda referida deve ir no sentido de diminuir os esforços de tração na área da inserção. Deve também ser avaliada a necessidade de ancorar as pernadas, pelo sistema cobra ou equivalente (https://www.cobranet.de/), após algum alívio do peso da copa."
2. Choupo-branco (Pupulus alba):
"... sofreu rolagens e como consequência desenvolveram-se cancros em pernadas. Observou-se podridão cúbica castanha sobretudo na sua inserção. Há ramos e pernadas secas e devido ao risco de fratura, recomenda-se uma Poda de Segurança. (Arv 36).
Perante esta ocorrência, cumpre-nos questionar:
1. foram realizadas as podas de arejamento e/ou de segurança indicadas pela equipa da UTAD no relatório que entregaram?
2. foi equacionada a ancoragem das pernadas do carvalho?
3. foi realizada reavaliação do estado biomecânico e/ou fitossanitário de, pelo menos, as árvores assinaladas no relatório?
As intervenções indicadas pela equipa da UTAD são necessárias à saúde e equilíbrio de cada espécie e, como tal, indispensáveis à manutenção do parque verde urbano que, como é sabido, exerce funções ambientais e contribui para a adaptação às alterações climáticas.
Neste contexto, preocupa-nos que esta ocorrência tenha conduzido ao abate de árvores e situação análoga possa ocorrer noutros locais, caso não sejam garantidas medidas preventivas.
Relembramos que foi a ASPA que, desde janeiro de 2019, insistiu com o município no sentido da realização de um estudo fitossanitário e biomecânico de árvores inicialmente previstas para abate e, em boa hora, o município o encomendou à equipa da UTAD liderada pelo Prof Luís Miguel Martins.
segunda-feira, 10 de outubro de 2022
ENTRE ASPAS: "FORUM DO PATRIMÓNIO: Património e Participação Democrática"
terça-feira, 27 de setembro de 2022
ENTRE ASPAS: "A cidadania em defesa da herança cultural"
São uma iniciativa anual, conjunta, do Conselho da Europa e da Comissão Europeia, que envolve 50 países signatários da Convenção Cultural Europeia, na sensibilização dos povos europeus para a importância da salvaguarda do Património valorizando o papel ativo das comunidades no processo de construção de um futuro mais sustentável e resiliente. Em Braga, coube à Fundação Bracara Augusta promover, em articulação com organizações locais, um conjunto de iniciativas, nomeadamente as mesas redondas “Uma agenda coletiva para a Cultura e a Salvaguarda do Património” e “Bom Jesus, Paisagem Cultural da Humanidade: os desafios à comunidade e às instituições para salvaguarda do bem”; tendo organizado, também, três visitas guiadas: ao Complexo das Sete Fontes, à Zona Arqueológica da Cividade e à Paisagem Cultural do Bom Jesus”. A participação de investigadores nestes eventos permitiu aos participantes um maior conhecimento destes bens culturais.
Fórum do Património 2022
O FP`22 é iniciativa de um conjunto alargado de associações de defesa do património, com representação de âmbito nacional, que vem reunindo desde 2017 com o objetivo de pensar e agir em termos locais e nacionais, de modo articulado e de acordo com uma linha de ação comum. Pretende-se fazer o ponto da situação no que diz respeito à apropriação, pelos cidadãos e pelos organismos que tutelam o património local e nacional, do conteúdo dos normativos que têm em vista a defesa, salvaguarda e valorização de bens culturais, quer se trate de património material, imaterial ou paisagem cultural. É um espaço de diálogo, de debate, de cooperação e de intervenção, pautado pelo exercício de cidadania.
Fórum do Património 2022 (FP´22)
Realiza-se no dia 1 de outubro, na cidade de Estremoz, no Alentejo, tendo como tema central “Património e participação democrática”. Integra quatro painéis: Lei de bases do Património Cultural: balanço de 21 anos da sua aplicação (Lei nº107/2001, de 8 de Setembro); Políticas de defesa do Património; Casos de defesa do Património; e Património e Educação.
Como cidadãos temos a possibilidade (de acordo com a Lei do Património) de tomar a palavra e dar voz ativa às nossas preocupações e reivindicações, de modo a colocar a defesa e promoção da CULTURA, e a salvaguarda e valorização do PATRIMÓNIO, como prioritários na agenda política local e nacional.
A ASPA participa das Jornadas Europeias do Património e integra a comissão organizadora do FP`22.
Espera-se que os objetivos das JEP sejam trazidos para a agenda política local e nacional, de acordo com os acordos internacionais e apelos do Conselho da Europa e da Comissão Europeia.
.jpg)
















