INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

ENTRE ASPAS: "O Granito de Braga e Urbanismo"

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 "Francisco Sande Lemos alerta para uma série de evidências relativas ao material geológico encontrado em subsolo, no decurso de escavações arqueológicas, e coloca uma série de questões, muito pertinentes, relativas ao subsolo do Centro Histórico de Braga. É a visão do arqueólogo que, durante décadas, foi responsável pela gestão dos trabalhos arqueológicos em Braga.


"A cidade de Bracara Augusta, bem como a Braga Medieval e Barroca, foram edificadas sobre uma mancha rochosa com características específicas.

Assim, o subsolo de Braga é uma verdadeira caixa de surpresas, que deve ser gerida com o máximo cuidado, não só devido aos vestígios arqueológicos, mas também à variabilidade do granito e, ainda aos possíveis aquíferos. Num determinado ponto encontra-se a rocha dura a poucos metros do solo; noutro a arena granítica com uma espessura significativa.

Não admira, pois, que as intervenções na zona histórica da cidade possam colidir com uma mancha compacta de Granito de Braga como, por exemplo, se está a verificar na obra em curso entre as Ruas de São Vicente e Gabriel Pereira de Castro, no âmbito de um projecto que inclui pisos subterrâneos e que implicou o uso de explosivos. Terá sido uma surpresa? Ou já se previa?

Em Braga, os projectos para imóveis que contemplem parques ou pisos subterrâneos deveriam ser cuidadosamente ponderados e instruídos com estudos geológicos, de geofísica e de análise dos macro e micro impactos nos imóveis adjacentes, no caso de ser necessário recorrer a explosivos, mesmo com técnicas muito sofisticadas.

A estabilidade de um monumento como o Recolhimento da Convertidas deveria ser a primeira prioridade da Presidência da CMB e da Direcção Regional da Cultura do Norte. De resto, sendo Braga uma cidade de dimensão média, não seria mais prudente colocar de lado os parques subterrâneos na zona histórica da cidade, de uma vez por todas? Para além dos aspectos já enunciados, há também a questão da adaptação às alterações climáticas, que implica a necessidade urgente de reduzir o tráfego automóvel no centro das cidades. 

Que tal organizar uma rede de parques de estacionamento em redor da cidade e um sistema de autocarros eléctricos que, a intervalos certos, conduzam os visitantes e turistas (e sua bagagem), aos hotéis situados no Centro Histórico?"

Entre aspas anteriores sobre este assunto:

domingo, 25 de julho de 2021

ENTRE ASPAS: BRAGA TEM DOIS ESTÁDIOS. Um para várias modalidades desportivas e outro exclusivo do futebol

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Braga tem, efetivamente, dois estádios: o Estádio 1º de Maio, classificado como Monumento de Interesse Público pela Portaria nº 740-FQ/2012, de 31 de Dezembro, que é património histórico e cultural da cidade de Braga e marco da história do desporto em Portugal. Mas também tem o Estádio Municipal de Braga, concebido para o Euro 2004, de acordo com as normas da UEFA, exclusivamente para a prática do futebol e de todas as inerências publicitárias e financeiras associadas a este espetáculo.

Como Monumento de Interesse Público, tanto o Estádio 1º de Maio como a área abrangida pela respetiva ZEP estão condicionados, por força legal, a critérios fundamentalmente de interesse patrimonial, ambiental e cultural.

Aproveitando essa potencialidade, faria todo o sentido desenvolver um concurso público de ideias tendente a elaborar um projeto com visão de futuro, que servisse todos os bracarenses, de todas as idades, de todas as modalidades e de afiliações diversas, que atribuísse ao Estádio e envolvente uma função múltipla, que conciliasse o PATRIMÓNIO, O DESPORTO, CULTURA E ARTE. Uma estratégia a integrar na candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura 2027, inclusive abrindo caminho para se candidatar à obtenção de fundos europeus necessários à realização de obras. Em particular às que são exigidas para aproveitamento com novos usos dos excelentes espaços inferiores das bancadas.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

ENTRE ASPAS "Património Arqueológico e Histórico de Braga: digitalizar, valorizar e divulgar"


 O Património Cultural tem sido esquecido, ao longo de décadas, em várias cidades portuguesas. Hoje é finalmente reconhecida a sua importância, tal como a do Ambiente, para o desenvolvimento genuíno de cada território.

A ASPA desafia todos os partidos que concorrem às próximas eleições autárquicas, e que tencionam apresentar programas bem estruturados, a reflectir sobre estes assuntos e integrar as ideias propostas nos objectivos que pretendem alcançar, caso tenham voz na próxima Vereação e/ou Assembleia Municipal.  
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