INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Pedido de classificação de âmbito nacional, da ESCOLA ARTÍSTICA DO CONSERVATÓRIO DE MÚSICA CALOUSTE GULBENKIAN

Após uma visita à Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, apercebe-mo-nos de alterações em aspetos da arquitetura interior do edifício, nomeadamente a pintura, em branco, do tijolo maciço de paredes interiores de salas de aula, o que estranhamos. Constatamos que a Escola aguardava a aprovação, pelo Município de Braga, de um projeto que prevê a construção de um novo edifício na área verde junto ao anfiteatro de granito.  

Assim, a ASPA apresentou um pedido de classificação de âmbito nacional, ao Património Cultural I.P., para a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, tendo em vista a salvaguarda e preservação da arquitetura original, tanto na vertente construída como na do espaço envolvente, ajardinado, de enquadramento, bem como espaços destinados a lazer e ao desenvolvimento de atividades criativas múltiplas, de cariz institucional ou espontâneas, de espetáculos e performances diversas, como é o caso do anfiteatro exterior.

Importa lembrar que a envolvente ambiental, tal como preconizada em projeto, se caracteriza por possuir uma área verde arborizada, de forma a criar fronteira com o espaço público exterior, ou a constituir "extensões" das salas de aula, ou como espaços de fruição e lazer sob o grande auditório, ou ainda como "extensão" do pequeno auditório a Norte, enquadrando o referido anfiteatro em granito, ao ar livre, anfiteatro este que é assumido como prolongamento do espaço construído interior que o antecede, o auditório, visível do interior através do grande vão envidraçado e formando como que um "pano de fundo" para quem está sentado. 

  




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