Após uma visita à Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, apercebe-mo-nos de alterações em aspetos da arquitetura interior do edifício, nomeadamente a pintura, em branco, do tijolo maciço de paredes interiores de salas de aula, o que estranhamos. Constatamos que a Escola aguardava a aprovação, pelo Município de Braga, de um projeto que prevê a construção de um novo edifício na área verde junto ao anfiteatro de granito.
Assim, a ASPA apresentou um pedido de classificação de âmbito nacional, ao Património Cultural I.P., para a Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, tendo em vista a salvaguarda e preservação da arquitetura original, tanto na vertente construída como na do espaço envolvente, ajardinado, de enquadramento, bem como espaços destinados a lazer e ao desenvolvimento de atividades criativas múltiplas, de cariz institucional ou espontâneas, de espetáculos e performances diversas, como é o caso do anfiteatro exterior.
Importa lembrar que a envolvente ambiental, tal como preconizada em projeto, se caracteriza por possuir uma área verde arborizada, de forma a criar fronteira com o espaço público exterior, ou a constituir "extensões" das salas de aula, ou como espaços de fruição e lazer sob o grande auditório, ou ainda como "extensão" do pequeno auditório a Norte, enquadrando o referido anfiteatro em granito, ao ar livre, anfiteatro este que é assumido como prolongamento do espaço construído interior que o antecede, o auditório, visível do interior através do grande vão envidraçado e formando como que um "pano de fundo" para quem está sentado.



Nenhum comentário:
Postar um comentário