INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2024 comemorou 47 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ENTRE ASPAS - "Conhecer para Reabilitar: as dinâmicas de reabilitação nas cidades históricas"

Falar de reabilitação é também entrar na história das cidades. Ora reabilitar a cidade que chegou aos nossos dias obriga a um conhecimento profundo sobre as suas origens de modo a articular a conservação integrada do património cultural/arquitectónico com o desenvolvimento

Em Braga é urgente uma visão mais esclarecida e uma capacidade crítica de modo a aproveitar oportunidades que possam surgir no âmbito da conservação do património urbano.

Diário do Minho - 4 de novembro 2013
Recomenda-se vivamente a consulta da “Carta de Recomendações Candidaturas Autárquicas 2013”, elaborada pela Associação Portuguesa Para a Reabilitação Urbana e Proteção do Património (APPRUP) no contexto das últimas eleições autárquicas.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"CONVERTIDAS" E ESPAÇO PÚBLICO - decisões revogadas

Recentes e polémicas decisões da Câmara Municipal de Braga (ainda sob maioria PS) foram ontem revogadas pelo atual executivo municipal (de maioria da Coligação PSD/CDS/PPM)... ficando assim cumpridos dois dos compromissos eleitorais da Coligação para os primeiros 100 dias de mandato:
2. "Revogação da deliberação de alargamento da zona de estacionamento pago à superfície na cidade de Braga;
3. Em linha com as diligências judiciais já iniciadas, revogação da deliberação de expropriação dos terrenos adjacentes ao recolhimento das Convertidas, com vista à devolução imediata de mais de 3 milhões de Euros à capacidade de investimento municipal no apoio a todas as famílias Bracarenses;"
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Quanto aos parcómetros, o Edital nº 152/2013 revoga os anteriores e não deixa margem para dúvidas.

Quanto ao Recolhimento das Convertidas, adjacente ao imóvel e terrenos expropriados pelo anterior executivo municipalconvém relembrar que se trata de um exemplar único de autenticidade memorial do Barroco conventual em Portugal. Só recentemente foi classificado como Monumento de Interesse Público (Portaria nº665/2012) e  continua em risco!

Aguardamos agora pelo cumprimento dos restantes compromissos, nomeadamente a "Discussão pública do projeto para a criação do Parque Eco-Monumental das Sete Fontes".

O recolhimento das Convertidas e capela, bem como o Complexo das Sete Fontes, são lutas já antigas da ASPA. Apesar de se tratar de referências do património concelhio, foram ignorados ao longo de décadas!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ENTRE ASPAS - "Um novo futuro para Braga"

Uma cidade/concelho como Braga, com um passado ilustre, merece o respeito de todos, mas também um especial carinho por parte dos bracarenses e dos órgãos de Poder Local recentemente eleitos em 29 de Setembro. Fazemos votos para que norteiem a sua ação por critérios do Bem Público, rigor, transparência e atenção constante às propostas da “sociedade civil” e lembramos que a ASPA não se desviará um milímetro dos padrões de atuação que têm pautado, desde o início, a sua existência e que orgulhosamente reafirma.
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Diário do Minho - 21 de outubro de 2013

Os projetos das Sete Fontes e das Convertidas são apenas duas das várias linhas de atuação que podem mudar a fisionomia da cidade. Na área do património subsistem outros problemas que o executivo municipal cessante deixou pendentes, pois sempre orientou a sua acção para outros fins. A ASPA tem consciência das dificuldades e pretende contribuir mediante propostas que considera viáveis e com futuro.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ENTRE ASPAS - "A Câmara Municipal de Braga versus Património Arqueológico e Histórico"

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Diário do Minho - 23 de setembro 2013
Nas áreas urbana e rural do concelho de Braga são inúmeros os vestígios arqueológicos e históricos, da Pré-História Recente à Idade Contemporânea. No Minho é o concelho com a maior percentagem de sítios ou imóveis classificados como de Interesse Nacional ou Público. No total são 60!
Este importante recurso científico, cultural, pedagógico e turístico nunca comoveu o eng. Mesquita Machado cuja atenção esteve sempre desviada noutros sentidos.

Na área do Teatro Romano as estruturas mais sensíveis encontram-se cobertas com plásticos negros. Entretanto o equipamento de apoio à visita dos banhos romanos está a necessitar de obras de manutenção.

E a tão falada recuperação das Sete Fontes, continua a a marcar passo...  

Braga terá perdido o comboio do Património e do seu aproveitamento como recurso científico, cultural, pedagógico e turístico, agora que o dinheiro é caro e escasso? 
Com inteligência, trabalho e ainda que as verbas sejam poucas poderá estabelecer-se um nova dinâmica, desde que os cidadãos assim o queiram e essa seja, de facto, a prioridade da autarquia ao contrário do que se verificou nas últimas décadas.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

ENTRE ASPAS _ "Pacto dos autarcas - mea culpa ou hipocrisia eleitoral?

Construir cidade, numa linha de sustentabilidade, implica assumir as consequências ambientais das decisões para o território, perspetivando-as à escala local, de modo a evitar consequências diretas na população. As boas práticas locais refletem-se também positivamente à escala global, contribuindo para a redução da emissão de gases com efeito de estufa e de alterações climáticas. 
Pensar globalmente e agir localmente é, hoje em dia, o grande lema da ação autárquica responsável/sustentável.
Este texto constitui um desafio à reflexão centrada em Braga... cidade que ainda não tem um parque verde e em que as filas de trânsito denunciam a falta de investimento em transporte público que sirva a população.

Diário do Minho - 9 set 2013