INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

ENTRE ASPAS: "Desejos para o futuro... em matéria de Património (AaZ)"



O Património coletivo a todos nós pertence. Como associação de defesa do Património compete-nos observar,  antecipar problemas e atuar, em tempo útil, para evitar  a perda de Património. 





Na sequência de diligências efetuadas, junto da CMB e da DRCN, apercebemo-nos de dificuldades que é urgente ultrapassar. Assim, a partir de vários contributos, organizamos uma lista de medidas que consideramos essenciais à salvaguarda e/ou valorização do património local.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

COLÉGIOS DE S. VICENTE

Dedicado artesão da palavra escrita, o dr. Domingos Alves oferece-nos mais um trabalho que resulta da sua qualidade de recolector de histórias e memórias da freguesia de S. Vicente. 
"Colégios privados em S. Vicente: Se alguns desapareceram, outros vieram para ficar", num volume de 114p., bem ilustrado, editado pela Junta de Freguesia de S. Vicente (Braga), fornece-nos um inventário daqueles estabelecimentos de ensino que tiveram ou têm sede na referida freguesia e de cuja existência o autor teve conhecimento.
Assim, para além do prestigiado Colégio D. Diogo de Sousa (que eu, mal chegado a Braga, frequentei no 1º semestre de 1959, para completar o 2º ano do ensino lineal), recorda-nos o tão inovador Colégio do Espírito Santo, em cujo edifício depois se instalou o Liceu Sá de Miranda (onde eu fiz o 2º e 3º ciclos, entre 1959 e 1964), o Colégio S. Geraldo, o efémero Colégio de S. Tomás de Aquino e ainda o bem conhecido Colégio Dublin (a que esteve ligado o Ten. Coronel Francisco Ogando, entusiasta membro da ASPA e no qual o meu filho fez a primária). Escasseiam (ou não foram encontradas) fontes documentais sobre a maioria destes colégios e não foi feita uma pesquisa profunda na imprensa, mas mesmo assim o autor carreia informação preciosa baseada na também escassa bibliografia e em depoimentos orais, revelando um conjunto de fotografias bem interessante. Domingos Alves abre portas para uma investigação mais exaustiva e fornece um contributo importante para uma futura história do ensino em Braga, para o qual o autor do prefácio, Prof. José Viriato Capela esboça algumas pistas. 

Bom seria que em cada freguesia do concelho bracarense aparecessem investigadores com vontade de reconstituir o seu passado como é o caso de Domingos Alves que, além do mais, é um estrúneo defensor do património cultural vicentino, cada vez mais ameaçado pela falta de "bom senso e bom gosto" da maioria autárquica que a partir da praça do Município governa Braga. 

Breve comentário de Henrique Barreto Nunes

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

IMPORTÂNCIA DO PARQUE ARBÓREO EM BRAGA

Em Braga, o debate centrado na forma como o município tem lidado com as árvores já não é recente.

A ASPA procurou promover a reflexão relativamente a esta problemática, junto do executivo municipal, do serviço autárquico com responsabilidades na matéria e de técnicos que tomam decisões no terreno, de modo a incentivar uma política ambiental, de âmbito local, que garanta um parque arbóreo que corresponda às exigências do presente e do futuro. E alertou a população, para que não houvesse dúvidas quanto às consequências de podas desnecessárias, errada ou inadequadas, e/ou do abate de árvores saudáveis, de modo a evitar a pressão junto do município no sentido da realização de podas ou abates que não se justificam.

Relembramos, neste final de 2020, o histórico desta luta em que a ASPA tem mantido um papel ativo e, por vezes, incómodo.  Esperando que esta informação seja útil a quem, mais recentemente, se aliou a esta luta.

A intenção, por parte do município, de abater elevado número de exemplares, em espaço público da área urbana, foi divulgada no final de 2018. De imediato a ASPA atuou junto do vereador do Ambiente e do Presidente da CMB, no sentido de evitar a perda de árvores em bom estado fitossanitário, apelando à realização de um estudo atual, por entidade acreditada.
O estudo fitossanitário realizado pela UTAD avançou, em bom tempo, na sequência do nosso alerta.

Vejamos, então, a sequência de acontecimentos que evitaram, em 2019, o abate de um número significativo de exemplares que, segundo o estudo da UTAD, não se justificava. 
  • o município tencionava abater 123 árvores nas freguesias urbanas de S. Victor e S. Vicente; 
  • na sequência do estudo realizado pela UTAD (junho 2019), que incluiu 288 árvores indicadas polo município, foram sinalizadas 31 para abate, 94 para podas e 4 para tratamento fitossanitário; 8 árvores mortas para retirar.
  • assim, das 123 árvores previstas para abate, só 31 (+8) deviam ser retiradas. 
Perante o estudo compete ao município atuar no sentido da gestão do parque arbóreo. 
Mas a ação cidadã compete aos munícipes...  

A gestão do parque arbóreo é um assunto de grande importância ambiental, na medida em que tem consequências diretas a nível local e, como tal, espera-se (sempre se esperou) uma atenção especial por parte dos partidos políticos com representação na Assembleia Municipal.   
Os alertas da ASPA, através dos entre aspas quinzenais são, muito frequentemente, um apelo à reflexão e à ação no sentido da defesa do interesse público: por parte do município, dos partidos políticos e dos cidadãos.

Louvamos a ação cidadã em defesa das árvores (finalmente), esperando que seja genuína, em defesa de um património que a todos pertence. 

É importante não esquecer que, no presente e no futuro, face às alterações climáticas que se anunciam para as próximas décadas, o parque arbóreo é essencial à qualidade de vida em zona urbana e, também, à preservação da biodiversidade. 
Chamamos à atenção, mais uma vez, para a importância da revisão do Título II do Código Regulamentar de Braga, relativo a Espaços Verdes, de modo a que:
  • seja atualizado face aos desafios ambientais atuais: combate a espécies invasoras, alterações climáticas, etc.;
  • estabeleça o quadro de transferência de atribuições  e competências para as autarquias locais (Juntas de Freguesia/Uniões de Freguesia), em matéria  de manutenção e gestão de espaços verdes (espécies adequadas, manutenção, etc.). 
Relembramos alertas e tomadas de posição da ASPA em defesa do parque arbóreo situado em espaço público... 

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Outros alertas:
2019
- Braga: qual o estado de saúde do parque arbóreo  (trabalho de campo da UTAD em julho de 2019) ...mais informação
2018
2017:
2016:
2015:
2014: 
2013: 
2012:
2011:
2004:
2001:
- Património arbóreo urbano - Quo Vadis?

         

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

ENTRE ASPAS "Maçã Porta-da-Loja, uma tradição de Natal"

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O Engº Raúl Rodrigues apresenta-nos curiosidades sobre a maçã, algumas que recuam a um passado longínquo, e chama a atenção, em particular, para uma tradição de Natal associada à maçã Porta-da-Loja...


"Em Braga, a tradição de comer a maçã Porta-da-Loja assada no borralho e afogada numa malga com vinho verde tinto com açúcar, na noite de consoada, ainda está bem patente em muitos lares."




segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

ENTRE ASPAS: "Memória, património e preservação digital: para quando uma política nacional coerente?"

"Muito se fala hoje em dia, e porque é essa mesma a natureza do tempo em que vivemos, da digitalização do património cultural, da sua identificação, descrição, armazenamento, preservação e comunicação através de bases de dados, bibliotecas, arquivos e museus digitais."

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Memória, património e preservação digital: para quando uma política nacional coerente?
Manuela Barreto Nunes apresenta exemplos de boas práticas nesta matéria.  E alerta para a importância de uma política nacional capaz de utilizar os fundos europeus destinados a digitalização do património no sentido da criação de infraestruturas que sirvam todo o país, permitindo que as regiões desenvolvam os seus próprios programas, criem as bibliotecas, arquivos e museus que representam a herança local e a memória de proximidade ancorados num sistema sólido e com garantias. 

Mais informação sobre o assunto:

CYARK   EUROPEANA    RNOD: Registo Nacional de Objetos Digitais

Em breve a AquaLibri (Biblioteca Digital do Cávado) na CIM Cávado

terça-feira, 24 de novembro de 2020

ENTRE ASPAS "Braga e o Centro Histórico. Os Largos"

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Neste texto, Francisco Sande Lemos  "orienta" uma "visita" rápida ao passado que nos permite compreender aspetos da evolução urbana de Braga. 

"O Centro Histórico possui hoje uma rede de largos, que conferem à cidade uma matriz peculiar em que alternam as ruas com praça, sendo talvez esta trama um dos principais encantos do centro de Braga"

"... os largos são pontos de descompressão urbana. Por isso mesmo justificam um carinho especial por parte da edilidade".

Focaliza-se no Largo Carlos Amarante, "... que talvez seja o que está menos cuidado e mais ferido"



terça-feira, 10 de novembro de 2020

ENTRE ASPAS "Património Cultural Edificado do Concelho: alteração ao Código Regulamentar de Braga

Entre aspas
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Na sequência da intervenção que a ASPA tem mantido, e reconhecendo o interesse da discussão pública das alterações ao Código Regulamentar de Braga - parte D - Centro Histórico, foi entendimento, da associação, apresentar ao Município um conjunto de notas e sugestões que visam um melhor alcance, operacionalidade e eficácia do Documento, participação de que damos conhecimento público.

Neste texto relembramos um conjunto de alertas que a ASPA tem efetuado ao município de Braga, no sentido da salvaguarda e valorização do edificado, praças e ruas históricas, tanto na vertente da urgência da sua classificação de âmbito concelhio, como reclamando competência e rigor na análise de projetos que têm em vista a intervenção em edifícios de valor arquitetónico ou integrantes de conjuntos de importância patrimonial relevante, como ainda no apelo ao exercício da fiscalização de obras (múltiplas vezes realizadas ao arrepio dos projetos aprovados) e à exigência de afixação de avisos em edifícios e locais para os quais se encontra em curso a elaboração de estudos e projetos de intervenção.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

ENTRE ASPAS "O Largo Paulo Orósio e a estratégia urbanística para a cidade de Braga"

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Será que quem habita em Braga dispõe de informação que lhe permita recuar no tempo e imaginar a cidade de um passado mais longínquo
?   É esse recuo, no tempo, que Francisco Sande Lemos nos proporciona com este texto, em que reune informação que falta à maior parte das pessoas que percorrem as ruas e praças desta cidade histórica.
Hoje em dia as cidades distinguem-se pela sua genuinidade, pelo legado que souberam preservar e valorizar. Daí que o conhecimento da cidade do passado deva ser o suporte para decisões a tomar no presente, de modo a garantir um futuro sustentável.

Para o Largo Paulo Orósio nunca foi programada nenhuma escavação, apesar de ter sido o local do Forum da urbe. Porquê? 
A resposta é simples: o Projeto de Bracara Augusta nunca teve um financiamento científico expectável, tanto por parte do poder central como da Autarquia, apesar dos pedidos e insistências nesse sentido. Ampliar

O noticiado projecto de Hotel (previsto para o espaço Quartel) está condicionado pelo parecer do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Braga, que determina sondagens arqueológicas prévias, em resultado das quais o projeto poderá ter que ser substancialmente alterado. O texto desse parecer será divulgado no blogue da ASPA.

Numa cidade histórica, como Braga, importa que a população conheça os espaços que escondem valores arqueológicos, para que compreenda o território e seja capaz de argumentar em sua defesa e divulgação.
Assim, a ASPA entende que se justifica um relatório semanal no website da Câmara Municipal de Braga, logo que os estudos previstos se iniciem, a fim de que a cidade os possa acompanhar.