INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

A ASPA criou este blogue em 2012, quando comemorou 35 anos de intervenção cívica.
Em janeiro de 2025 comemorou 48 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.
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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

GESTÃO DE MUSEUS E MONUMENTOS: tomadas de posição face às mudanças decididas pelo Governo

ÚLTIMAS NOTICIAS: divulgadas pela RUM, a 20 de setembro.

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Desde que o Governo anunciou, no final de junho, alterações à tutela do património cultural português, foram variadas as tomadas de posição sobre o assunto. Os DL que procedem à criação da Museus e Monumentos, Entidade Pública Empresarial e do Património Cultural, Instituto Público, foram promulgados pelo Senhor Presidente da República, conforme divulgado no site da Presidência da República.

A ASPA pronunciou-se desfavoravelmente, junto do Senhor Ministro da Cultura e da Senhora Secretária de Estado da Cultura, a 5 de julho, tendo como ponto de partida a decisão do Governo relativamente ao Museu D. Diogo de Sousa e ao Museu dos Biscainhos. Essa tomada de posição, que não obteve resposta, foi divulgada no entre aspas publicado no Diário do Minho a 31 de julho.

Relembramos a petição em curso,  lançada por um grupo de cidadãos - https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT117143 - bem como artigos publicados sobre o assunto. Se ainda não assinou é o momento de o fazer,  reconhecendo que "a tutela municipal, recentemente anunciada pelo Ministério da Cultura, não poderá responder ao seu papel regional, de apoio à investigação e de garante de boas práticas no âmbito da Conservação e Restauro que importa prosseguir, apelando a que seja reequacionada esta decisão".

  O ICOMOS (Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios), que é o órgão consultor da UNESCO para o Património Cultural, conforme a Convenção para o Património Mundial, foi auscultado após a apresentação dos DL 274 e 275/XXIII/2023, pelo Senhor Ministro da Cultura, no final de junho. O ICOMOS elaborou o respetivo Parecer, disponível no site do FÓRUM DO PATRIMÓNIO.

Consultar documento completo


Artigos publicados ...
  • A 2 de julho, do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Braga; 
  • A 31 de julho, entre aspas publicado pela ASPA na sequência do e-mail enviado ao senhor Ministro da Cultura, a 5 de julho;
  • A 7 de agosto, do Professor João Pedro Cunha Ribeiro (Universidade de Lisboa);
  • A 9 de agosto, do Senhor Presidente da CCDR-N;
  • A 19 de agosto, de responsáveis por organismos e/ou organizações  no âmbito do Património Cultural; 
  • A 20 de agosto, dos Presidentes de municípios do Norte a quem foi atribuída a tutela de museus e monumentos: Braga, Bragança, Guimarães, Lamego e Miranda do Douro.
  • a 30 de agosto, entrevista à Diretora do Museu D. Diogo de Sousa

  1. 7 agosto

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segunda-feira, 26 de abril de 2021

ENTRE ASPAS "Plano de Recuperação e Resiliência. Património Cultural imóvel público: qual a verba prevista para o distrito de Braga?"


A ASPA apela aos deputados que representam o distrito na Assembleia da República, para que solicitem esclarecimentos ao Governo sobre a verba  a atribuir aos museus e monumentos, relembrando a situação crítica em que alguns se encontram. 
Também pedimos aos candidatos que se apresentam às eleições municipais, que dediquem especial atenção a esta matéria. 





segunda-feira, 30 de setembro de 2019

ENTRE ASPAS: "Museus. qual a estratégia nacional?"


Os Museus são dos principais esteios da Memória colectiva e da identidade dos povos.
Nos anos 70 do século passado, era lastimável o estado em que jaziam os museus. O Estado Novo abandonara por completo os museus. 
Após menos de uma década, a Democracia meteu mãos à obra. Os Museus Nacionais foram renovados, criaram-se novos museus, outros foram revitalizados. Esse processo concretizou-se ao longo dos anos 80, prolongando-se na década seguinte. Os quadros de pessoal foram preenchidos, com investigadores, pessoal técnico, serviços educativos, enfim o conjunto de estruturas que qualquer museu exige.


Actualmente a rede de museus, em especial a que depende do Estado, está em risco de paralisar. Na verdade, o pessoal que iniciou funções na década de 80 e nos primeiros anos da seguinte, está em vias de passar à reforma.
Em Braga, o Museu de D. Diogo de Sousa (fundado em 1918) foi revitalizado no âmbito do projecto de Bracara Augusta, num processo algo demorado. A generalidade dos funcionários principiou a trabalhar no Campo Arqueológico de Braga, em 1977 e 1978, ainda muito novos. Dedicaram os cerca de 42 anos que, entretanto, passaram,   a um trabalho dedicado e com criatividade, em prol do património arqueológico de Braga, do Minho e de todo o Norte de Portugal. 

O Museu de D. Diogo de Sousa é o repositorium de extensas colecções de material arqueológico, muito para além do que se encontra exposto e em grande parte por estudar. A fototeca e videoteca são extremamente valiosas, pois incluem registos de escavações realizadas em Braga, desde 1976 e outros trabalhos realizados no Norte de Portuga (negativos a preto e branco, diapositivos, etc.).

Na noticia do Público, de  16 julho 2019, Luis Raposo, especialista de museologia, alerta para a situação em que se encontram os museus nacionais.