INTERVENÇÃO CÍVICA EM DEFESA DO PATRIMÓNIO

Em 2012 a ASPA comemorou 35 anos de intervenção em Braga. Criou, nessa data, este blogue.
Em 2017 comemorou 40 anos de intervenção.
Numa cidade em que as intervenções livres dos cidadãos foram, durante anos, ignoradas, hostilizadas ou mesmo reprimidas, a ASPA, contra ventos e marés, sempre demonstrou, no terreno, que é verdadeiramente uma instituição de utilidade pública.
Numa época em que poucos perseguem utopias, não queremos descrer da presente e desistir do futuro, porque acreditamos que a cidade ideal, "sem muros nem ameias", ainda é possível.

SETE FONTES

DEZEMBRO DE 2013
O novo executivo municipal suspende o PDM na área da ZEP das Sete Fontes.
Foi dado o 1º passo e há, finalmente, a esperança para o Monumento Nacional.

JUNHO DE 2015
O PDM aprovado na Assembleia Municipal de Braga prevê área de construção em ZEP do Monumento Nacional.
Novamente um futuro incerto para o Complexo das Sete Fontes?!

MARÇO de 2016
Publicada a Declaração nº16/2016, de 3 de março, que revoga o despacho que aprovou a constituição de faixa de reserva "non aedificandi" para o lanço da EN 103-Variante de Gualtar, entre o Nó do Hospital e o Nó Norte (Nó do Fojo).
É o fim da variante que atravessaria o Complexo das Sete Fontes e tanto preocupava os defensores do Monumento Nacional.

JULHO 2018
A CMB apresenta às associações e aos proprietários dos terrenos, o "Ponto da Situação e a Estratégia Executória para o Complexo Ecomonumental das Sete Fontes".

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

ENTRE ASPAS - "Proteger o Ambiente: o combate às plantas invasoras"


Diário do Minho - 5 de outubro de 2015
As plantas invasoras ocupam área cada vez maior na floresta, terrenos agrícolas, dunas, cursos de água doce, bermas de caminhos, etc. Em alguns locais não deixam espaço para as plantas da região (herbáceas, arbustivas  arbóreas), colocando em risco o património vegetal autóctone e a fauna selvagem que dele depende como alimento e abrigo. Colocam em risco a biodiversidade da região.

O combate às plantas invasoras exige:
  • a sensibilização da população, para que não plante nem permita o desenvolvimento destas plantas nos seus jardins e quintais;
  • a sensibilização dos responsáveis autárquicos e presidentes de Uniões de Freguesia para que não utilizem plantas exóticas nos jardins e outros espaços verdes públicos e desencadeiem mecanismos de combate às plantas invasoras; para que constituam um exemplo para os munícipes;
  • o abate das espécies invasoras por parte dos proprietários agrícolas e florestais e, também, pelos serviços responsáveis pela limpeza de espaços verdes públicos, de modo a impedir  a sua propagação por sementes.
A Universidade de Coimbra investiga, há anos, a problemática das plantas exóticas e invasoras, produziu informação simplificada sobre  a matéria e tem em curso projetos de investigação dirigidos ao combate a estas pragas ambientais.

Podemos colaborar com a equipa da Universidade de Coimbra, facultando dados da presença de invasoras na freguesia onde vivemos ou nos locais que visitamos.
Colaborar com as investigadoras  do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra.

EXPRESSO - 8 agosto 2015


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

SETE FONTES: requalificação da Bica de Água

Nas Sete Fontes, junto à Mina do Dr Amorim, estão a decorrer obras de requalificação da Bica de Água, mediante projeto aprovado pela Direção Regional de Cultura Norte (DRCN).
Procuramos obter informação sobre a intervenção em curso, que partilhamos com quem, ao longo de anos, participou na luta pela defesa das Sete Fontes:
  • A Bica de Água das Sete Fontes será deslocada de modo  a criar um espaço de lazer e, também, de observação do Sistema Hidráulico Setecentista, cujas capelas barrocas se encontram  a cota inferior.
  • Serão mantidas as referências rurais pré-existentes, assim como os elementos arbóreos (tília, freixos, figueira, etc.).
  • A obra inclui a requalificação do acesso à mina do Dr Amorim e à Bica, com retirada de alguma terra depositada durante a obra de construção do Hospital.
  • O dono da obra é o proprietário do terreno, o Hospital Escala Braga.
  • As intervenções no terreno têm sido acompanhadas pelo Gabinete de Arqueologia da CMB, conforme especificação da DRCN.


Bica de Água das Sete Fontes  (situação anterior às obras)

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

ENTRE ASPAS - "O Minho A 9000 km do Minho: em terras de Minas Gerais"


Correndo esse grande estado brasileiro que é Minas Gerais (cerca de 8,5 vezes maior do que Portugal) encontraremos obras de artistas bracarenses ou minhotos. É tal a sua importância que hoje os historiadores de arte mineiros sentem necessidade e obrigação de conhecer Braga e o Minho. Sentem-se como na sua terra ao visitar as nossas ruas e igrejas.
E foi procurando imitar o Bom Jesus que se construiu aquela que é uma das maiores obras-primas da arte brasileira, o Santuário de Congonhas do Campo (...) que, em 1985, foi declarado pela Unesco como Património da Humanidade.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ENTRE ASPAS - "Padre Manuel Gomes Dias: estudioso e defensor do Património"

Registar a memória de todos os que contribuíram para o estudo e divulgação do Património Arqueológico no Minho, é um dever cívico. Nestes Entre Aspas António Matos Reis relembra o contributo do Padre Manuel Dias. 
O Cónego Arlindo da Cunha e os Drs Egídio Guimarães e Rigaud de Sousa, são também referidos pela intervenção decisiva que tiveram no estudo e divulgação da arqueologia em Braga.

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Diário do Minho - 24 agosto 2015

Diário do Minho - 7 de setembro de 2015


terça-feira, 11 de agosto de 2015

BOM JESUS DO MONTE - a Assembleia da República recomenda ao Governo que...

Hoje, dia 11 de agosto, foram publicados dois documentos de especial importância para o Bom Jesus do Monte:















ENTRE ASPAS - "Aspetos da vida e da obra do pintor Victor Mendes"

A Casa Mendes, especialista em arte sacra, foi fundada no início o séc. XX por Victor Mendes, pai do pintor relembrado por José Vieira. A Casa Mendes deixou-nos obra em basílicas, igrejas e casas particulares.
Manter este ofício, através de formação de âmbito profissional ou da reconversão de profissionais desempregados de áreas afins, aproveitando o contributo de profissionais no ativo, poderá constituir uma oportunidade de trabalho para muitos jovens e uma mais valia para o concelho.
Alguns antigos profissionais de arte sacra dominam técnicas de restauro e possuem recursos materiais, mantidos pelas famílias, de geração em geração, que se torna urgente valorizar.

Haverá dúvidas de que a arte sacra se poderá transformar em valor para o desenvolvimento local?

Vitor Mendes pintou recantos de Braga...